Projeto que prevê a “cura gay” é aprovado em comissão da Câmara

Marco Feliciano (Reprodução)

Marco Feliciano (Reprodução)

Enquanto a população jovem do país sai às ruas em busca de um Brasil melhor, um grupo menor parece que vem lutar por um retrocesso. Enquanto protestos são realizados em diversas cidades, contra o aumento das tarifas no transporte público e a corrupção vigente no país, a Comissão de Direitos Humanos fecha os olhos e aprova a absurda proposta que permite o tratamento psicológico a homossexuais com o intuito de reversão da sexualidade.

Conhecido como “cura gay”, o projeto teve aprovação nesta terça-feira (dia 18), durante sessão na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, presidida pelo pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP). A votação teve apenas duas vozes contrárias: do deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA) e Simplício Aráujo (PPS-MA), que já havia pedido vista ao projeto e hoje fez mais um apelo para o adiamento da decisão. No entanto, seu pedido foi negado.

O deputado fez ainda referência aos protestos que reuniram milhares de pessoas nas ruas e  também criticou a postura do pastor homofóbico Marco Feliciano e outros parlamentares, como o senador Renan Calheiros. “A Casa deve acordar para o que aconteceu ontem nas ruas, ao que está acontecendo nesse país. Essa aqui é uma prova que nós estamos muito longe de entender o que a sociedade realmente quer discutir aqui dentro dessa Casa”, afirmou Aráujo.

Durante o debate, cartazes com frases “Não há cura para quem não está doente” e “O que precisa de cura é a homofobia” foram levantados por manifestantes. Com a aprovação da “cura gay” na comissão, a proposta segue à aprovação em mais duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.

De autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), o projeto “cura gay” prevê a revisão de dois trechos de resolução instituída em 1999 pelo CFP (Conselho Federal de Psicologia), um deles é a alteração do artigo que diz que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”.

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