Tomie Ohtake, Hugo França e José Bechara ganham mostra em SP

Nesta terça-feira (dia 6), o Instituto Tomie Ohtake inaugura três exposições simultâneas: Influxo das Formas, de Tomie Ohtake; Casulos, de Hugo França; e Repertório para Aproximação de Suspensos, de José Bechara. Nesta segunda exposição organizada pelo instituto no ano em que comemora o centenário da artista plástica Tomie Ohtake, os curadores Agnaldo Farias e Paulo Miyada, vasculharam o ateliê de Tomie – com a sua devida permissão – em busca da gênese de seu processo de trabalho.

Obra de Hugo França (Divulgação)

Obra de Hugo França (Divulgação)

Obras de Tomie Ohtake (Divulgação)

Obras de Tomie Ohtake (Divulgação)

Dos milhares de esboços que a artista fez durante mais de seis décadas e das centenas que guardou, a dupla selecionou para a mostra cerca de 100 materiais de estudos, entre colagens, desenhos, cadernos, croquis e maquetes de esculturas, que, divididos por famílias de linguagens, ocupam uma das salas do Instituto. Para refletir e contrapor entre o processo e a obra, outra sala abriga cerca de 30 trabalhos entre pinturas, gravuras e uma escultura.

Um dos fatos que surpreenderam os curadores foi constatar que em todos os estudos desenvolvidos por Tomie, apesar das mudanças de cor ou material em todos os suportes e em cada fase, ela criou um vocabulário próprio de formas que vão e voltam como uma inundação em toda sua obra.

A exposição Casulos, de Hugo França, reúne peças em grandes dimensões, com mais de uma tonelada cada, que estarão dispostas no grande hall do único espaço do país especialmente projetado e concebido para realizar mostras de artes plásticas, arquitetura e design. O visitante poderá interagir com cada obra, experimentar o acolhimento e a textura das peças, esculpidas a partir de grandes raízes e troncos de madeira e perceber o respeito à matéria original e à força do processo criativo, aspectos fundamentais da produção do designer.

Obra de José Bechara (Divulgação)

Obra de José Bechara (Divulgação)

Em sua produção, iniciada nos anos 80, França utiliza resíduos florestais de árvores queimadas ou condenadas pelas intempéries, cujo destino seria o descarte natural. O Pequi Vinagreiro, sua principal matéria prima, é natural da Mata Atlântica e atinge até 40 metros de altura com tronco de até 2,5 metros de diâmetro.

Os Casulos inéditos, produzidos nos últimos três anos, formam sua mais recente série e representam a síntese da experiência que busca propor em todas as suas peças: um contato “imersivo” do homem com a natureza. Integra ainda a exposição um ensaio fotográfico de Andrés Otero, realizado no sul da Bahia, região de onde vem a matéria-prima da obra de Hugo França, além de imagens que retratam as várias etapas do trabalho do artista.

Nesta segunda exposição de José Bechara no instituto, o artista apresenta trabalhos inéditos e que, mais do que isso, representam uma quebra radical dentro do que vinha produzindo, ou mesmo no rumo das investigações gerais no âmbito da produção pictórica/tridimensional. Dessa vez Bechara traz obras confeccionadas em vidro e de modo bastante singular.

Com uma nova série de trabalhos de grande formato, construídos em vidros planos, a pintura confunde-se com escultura para, através de transparências, reflexos e refrações, envolver arquitetura e espectador, num jogo permeado por relações e descobertas ocorridas a cada passo, conforme a proximidade com cada trabalho.

 

Serviço:

Exposições de Tomie Ohtake, Hugo França e José Bechara
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 2245-1900
De 7 de agosto a 21 de setembro
De terça a domingo, das 11h às 20h
Grátis.

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