Tomie Ohtake apresenta mostra sobre a obra de Manoel de Oliveira

A obra do português Manoel de Oliveira constitui um dos capítulos mais originais da história do cinema, tendo realizado até hoje, entre curtas, médias e longas-metragens, 54 filmes. Em 2008, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, apresentou uma exposição dedicada à obra do cineasta, no ano em que era celebrado o seu centésimo aniversário. Em 2013, a exposição, com curadoria de Paula Fernandes, chega ao Instituto Tomie Ohtake, a partir do dia 2 de outubro, depois de entusiasmado empenho dos diretores das duas instituições, Ricardo Ohtake e João Fernandes, à época diretor do Museu Serralves, e da atual diretora, Suzanne Cotter.

A mostra fica em cartaz até o dia 10 de novembro

A mostra fica em cartaz até o dia 10 de novembro

Agora, todos comemoram a realização da mostra adaptada aos espaços da instituição brasileira e atualizada, já que, desde 2008, Manoel de Oliveira realizou mais cinco produções. Esta exposição faz parte da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, e é uma homenagem a seu fundador, falecido há dois anos, Leon Cakoff, extremamente próximo a Manoel de Oliveira, admirador profundo de sua obra e especial amigo do cineasta.

A mostra será inaugurada no dia 2 de outubro, às 20h

A mostra será inaugurada no dia 2 de outubro, às 20h

Os filmes são o material da própria exposição, tendo como ponto de partida o modo como Oliveira reinventou o cinema ao criar uma linguagem cinematográfica única. Ao longo de vários momentos se descobre seu vocabulário particular por meio de trechos retirados de suas inúmeras obras, desde Douro, Faina Fluvial, de 1931 até Conquistador Conquistado, de 2012.

O percurso de vida de Manoel de Oliveira constrói uma analogia com a história do cinema. A descoberta da imagem em movimento, o som, a cor e as técnicas digitais de filmagem foram mudanças por si personificadas e se renitente de início, rapidamente se adaptou às novas tecnologias e delas tira partido. Nesta exposição, pode-se notar como Oliveira praticou vários gêneros cinematográficos do documentário à ficção e ao filme-ensaio.

A sua vida é tão fascinante quanto a sua obra. Ator, trapezista, atleta de competição e corredor de automóveis, a biografia de Manoel de Oliveira cruza-se com a história do cinema e com a história do século 20. Filmes como Douro, Faina Fluvial (1931), Aniki-Bobó (1942) ou Amor de Perdição (1978) fazem hoje parte do imaginário dos portugueses, sendo reconhecidos internacionalmente no contexto de uma obra única, considerada como uma das mais relevantes desde os irmãos Lumière até aos nossos dias. Oliveira não cessa de surpreender os seus públicos e a crítica especializada com os filmes que, apesar da sua avançada idade, continua a realizar todos os anos.

Serviço:

Manoel de Oliveira: Uma História do Cinema
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201, Pinheiros, tel. 2245-1900 (Metrô Faria Lima)
Até 10 de novembro
De terça a domingo, das 11h às 20h
Grátis.

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