Debora Duboc reestreia “Jocasta”, espetáculo de Elias Andreato

Com texto e direção de Elias Andreato, a atriz Debora Duboc reestreia nesta quarta-feira (dia 22), às 21h, no Teatro Eva Herz, a peça Jocasta. Com sensibilidade, o espetáculo apresenta com clareza a dor e o sofrimento de uma mulher em busca de si mesma e nos proporciona um novo olhar sobre a tragédia de Sófocles, onde a morte de Jocasta é seu triunfo épico e nos faz ver que se a dor para muitos não é redenção, para Jocasta foi.

(Vicente e Lu Costa/Divulgação)

(Vicente e Lu Costa/Divulgação)

Na Mitologia grega, Jocasta representa a mulher desvalorizada, ferida por ser tratada como um objeto desprovido de desejo, em sua luta para resgatar o mais profundo do seu ser, a feminilidade. Na tragédia de Sófocles, quando Édipo descobre sua condição de parricida e incestuoso, cega-se. Não suportou ser dado à luz pela luz da terrível verdade. Mas é Jocasta, mãe e mulher do próprio filho que sai da escuridão e ganha voz e luz sendo colocada como personagem central da tragédia para revelar, em seu delírio, sua imensa dor e arrependimento.

O texto faz um dramático retrato da mulher Jocasta, que esgota até a última lágrima de seu martírio, resignada. Ela era apenas uma mulher que queria ser amada. Uma mulher atrás do prazer e do amor enquanto os homens corriam atrás do poder, num lugar onde o medo imperava e, de fato, se temia a Deus, ou melhor, aos Deuses.

O que se pretende com esse espetáculo é um mergulho na alma dessa mulher tão verdadeira, tão humana e necessitada de amor que ao mergulhar em sua solidão, fazemos as pazes com quem aparentemente, como nos contam as histórias, poderia ser a grande vilã da humanidade. Os lábios de Jocasta nos dão um discurso justo, íntegro e passional sobre o destino e seus mistérios.

Aqui visitamos os bastidores de uma alma sombria e atormentada, que não se redime, mas se apresenta forte, frágil, iludida, apaixonada, desgraçada e sozinha se expõe na tentativa de perpetuar a sua poesia. A alma de Jocasta conhece as profundezas da dor. Fala de sentimentos complexos e inesgotáveis traduzidos em gestos que intensificam o silêncio, o delírio humano.

A peça fica em cartaz até o dia 11 de dezembro (Foto: Vicente e Lu Costa/Divulgação)

A peça fica em cartaz até o dia 27 de fevereiro (Foto: Vicente e Lu Costa/Divulgação)

Serviço:

Jocasta
Teatro Eva Herz
Av. Paulista, 2073, tel. 3170-4059 (Metrô Consolação)
De 22 de janeiro a 27 de fevereiro
Quartas e quintas, às 21h
60 minutos
R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

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