Avô militar confessa que era preconceituoso até ter neto gay

livresRaimundo Campos, avô e militar de 62 anos, escreveu à Veja Brasília depoimento sobre uma vida de preconceito contra os homossexuais, ter um neto assumidamente gay e entender, de uma vez por todas, o amor entre pessoas do mesmo sexo. A capa da última edição da revista traz um casal gay na foto com o título Livres para Amar - O Distrito Federal registra, proporcionalmente à população, o maior número de casamentos gays do Brasil.

O depoimento desse avô arrependido, que confessa amar o neto como ele é, você lê abaixo, na íntegra:

“Não é fácil abrir o meu coração, pois meus oito filhos, seis netos, irmãos, vizinhos e amigos vão ler (“Território livre”, 19 de fevereiro). Tenho 62 anos, sou militar da reserva e fui criado em uma sociedade em que homem gosta de mulher. Confesso que eu e mais seis amigos demos porrada em um homem em 1972 porque ele tinha tendências homossexuais. Preferia os gays lá e eu cá. Hoje, percebo quanto fui rude e idiota. No Natal do ano passado, meu neto de 18 anos assumiu na ceia que é homossexual. Foi um choque. Minha mulher, a mãe dele e eu passamos a ler muitos livros para entendê-lo. Nada, porém, foi tão esclarecedor quanto ver a foto daquela família reunida no altar com um casal de rapazes. A alegria das crianças naquele cenário de amor é uma bênção e ao mesmo tempo um tapa na minha cara. Chorei muito. Para entender o que se passa, basta ler uma frase na revista: “(Ser homossexual) é tão natural quanto o pôr do sol”. Que o Senhor e minha família me perdoem pela ignorância de quase uma vida. Meu neto, eu te amo.
Raimundo Nonato Oliveira Campos”

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