Cia Hiato reapresenta curta temporada do espetáculo “O Jardim”

Entre os dias 3 e 26 de julho,Teatro da USP e a Cia. Hiato apresentam o espetáculo O Jardim, de quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 19h. Também estão previstas apresentações de “Ficção” e “2 Ficções” do final de julho ao final de agosto.

Na trama, três histórias que pertencem a tempos diferentes se cruzam, se sobrepõem e se chocam para formar uma paisagem a ser contemplada pelo espectador. Um jardim que une as memórias que perdemos, as que não podem ser apagadas e ainda aquelas que imaginamos.

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A narrativa de O Jardim trata de memórias perdidas, a partir do estudo da doença de Alzheimer, bem como das memórias que nunca se apagam e aquelas inventadas. Segundo o diretor Leonardo Moreira, “a ideia da Cia é dar um olhar jovem sobre a fragilidade das memórias que inventamos, das histórias que não nos abandonam, daquelas perdidas no caminho e sobre o que colecionamos em nossas caixas mais secretas”.

A peça pretende se conectar ao público por meio de uma narrativa múltipla, reinventada pela reapropriação de episódios clássicos da literatura. Um deles é o trecho de Em Busca do Tempo Perdido, de M. Proust, em que a degustação de um simples bolinho, mergulhado em uma xícara de chá, abre as portas para a memória de uma vida inteira.

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Outra analogia vem da poesia de histórias ordinárias que saltam dos depoimentos colhidos em visitas a asilos e casas de repouso, um lugar de memórias.

Um dos embasamentos da peça é a autobiografia do neurologista ganhador do Prêmio Nobel Eric M. Kandel, em que este descreve os processos biológicos de memória e aprendizado. Outras fontes de inspiração são as fotografias e a narrativa extremamente emocional do fotógrafo Philip Toledano, além dos escritos verídicos de um esquizofrênico e dos depoimentos pessoais dos atores-criadores: familiares, lembranças, fotografias e objetos que guardam memórias. Outro guia nesta trajetória criativa é o trabalho com instituições dedicadas ao tratamento e prevenção do mal de Alzheimer.

“O espetáculo também se apresenta como experiência pessoal, por meio do compartilhamento entre nossa história, a história que inventamos e a história do público. Essa perspectiva gera um olhar sobre o que nos dá a sensação de ‘pertencimento’ e nos conecta às nossas origens”, completa o dramaturgo e diretor Leonardo Moreira.

A peça recebeu o Prêmio Governador do Estado; Leonardo Moreira recebeu o Prêmio APCA pela Direção; foi vencedor do Prêmio Shell 2011, nas categorias Melhor Autor e Melhor Cenário; Prêmio CPT – Cooperativa Paulista de Teatro: Melhor Autor e Melhor Espetáculo; e o Prêmio Questão de Crítica: Melhor Figurino, dentre as sete indicações: Dramaturgia, Direção, Atriz, Figurino, Cenário, Espetáculo e Elenco.

O projeto foi contemplado pela 25ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

 

Serviço

O Jardim
Tusp
Rua Maria Antônia, 294, Consolação, tel. (11) 3123-5233
De quinta a sábado, 21h; domingo, 19h (de 3 a 26 de julho)
R$ 20 (inteira) e 10 (meia)
90 minutos.

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