Bailarina paulistana vence edição histórica do Festival de Joinville

De Joinville

Depois de bater o próprio recorde mundial do número de participantes, o Festival de Dança de Joinville tornou-se palco para um feito inédito: o reconhecimento oficial da cidade catarinense como Capital Nacional da Dança. Em uma edição histórica e repleta de novidades, entre os destaques da Noite dos Campeões (dia 30), está a bailarina paulistana Larissa Luna, que falou com exclusividade ao Gira SP.

Larissa Luna eleita pelo júri como Melhor Bailarina de 2016. Foto: Amir Filho (Divulgação)

Larissa Luna eleita pelo júri como Melhor Bailarina de 2016. Foto: Amir Filho (Divulgação)

A jovem de 21 anos, que dança desde os 3, considera a vitória resultado de muito trabalho. “Tenho uma rotina pesada de ensaios e aulas. Entro às 10h e só vou embora às 21h30″, relata. Além das atividades como integrante da Cia. de Ballet Adriana Assaf, ela também realiza treinos individuais.

Embora acumule diversos outros prêmios no currículo, para ela, o recebido em Joinville tem algo especial. “Vem com o peso de ser o maior festival de dança do mundo. Uma grande vitrine. Um dos prêmios mais importantes da minha carreira”, avalia.

Cidade que dança
Nos dias do festival, é possível ver bailarinos “bailarinando” por todos os lados. Especialmente, nos arredores do Centreventos Cau Hansen, que abriga o palco principal,  a tradicional Feira da Sapatilha e um lounge onde os participantes se reúnem para dançar como se não houvesse amanhã.

No mesmo complexo, está localizada a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, a única filial da mítica academia de balé fora da Rússia. Além de abrir as portas para atividades do festival, a Escola também promove uma programação especial durante os dias do evento, com realização de visitas guiadas pela sede e, neste ano, inova com as transmissões ao vivo de trechos de coreografias clássicas no Almoce com o Bolshoi Brasil.

A outorga do Governo Federal chega bem depois da fama mundial. Com 34 anos de existência, o evento é o responsável por fazer de Joinville a cidade mais dançante no Brasil já há algum tempo. Pois, desde 2005 é citado no Guinness Book, como o maior ponto de encontro de bailarinos. Neste ano, superou a própria marca, e, segundo dados divulgados pela organização do festival, reuniu 7.800 participantes, em 11 dias e impressionantes 240 horas de apresentações.

O porte do festival é tão gigantesco que a premiação, conhecida como Noite dos Campeões, dura mais 3 horas e contempla artistas e grupos em 32 diferentes categorias, diante de uma plateia de mais de 4 mil pessoas.

À frente desta maratona há dois anos, o diretor Marcelo Misailidis diz que o festival é um “mapa da dança nacional extremamente empolgante” e acredita que é uma instituição viva e em constante transformação. E comemora a chegada da bailarina Ana Botafogo à curadoria. “Ela é nosso símbolo maior da Dança Brasileira, razão de orgulho”.

Ana, em entrevista ao Gira SP, diz ver no convite uma mistura de alegria e responsabilidade. “O grande desafio é tentar inovar em um festival que traz a dança como tema principal”, afirma, lembrando que vai trabalhar lado a lado com Mônica Mion e Thereza Rocha na definição da programação de 2017, que já tem datas definidas: 18 a 29 de julho.

Além de reconhecimento, em algumas categorias há também premiações em dinheiro. É o caso da categoria de Melhor Bailarina. Larissa leva para casa o título, a medalha dourada e R$ 9 mil. E, generosamente, revela a receita para se tornar a grande campeã. “Se você tem um sonho, corra atrás! Você pode ser tudo o que quiser. O importante é se dedicar, ter foco, ouvir a direção e dançar com a alma e amor!”

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