Balé do Chile faz plateia “viajar” à Grécia

Sem precisar arrastar malas e carimbar passaportes, o público de São Paulo tem a oportunidade de “viajar” à idílica Grécia com o Ballet de Santiago. O guia desta viagem é Zorba, o Grego. Depois das apresentações no Teatro Alfa, a companhia seguirá em turnê por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre.

Foto: Patricio Melo (Divulgação)

Foto: Patricio Melo (Divulgação)

O balé que os chilenos vão mostrar é uma remontagem de 2013 e reproduz a coreografia criada em 1988 por Lorca Massine para a obra literária de mesmo nome. No início deste mês de julho, o coreógrafo, hoje com 72 anos, acompanhou pessoalmente no Chile os preparativos finais para a turnê no Brasil do seu trabalho de maior sucesso. Embora lançado em 1946, o romance de Níkos Kazantzákis ganhou fama mundial em 1964 com o filme homônimo de Michael Cacoyannis, no qual Anthony Quinn interpreta o ilhéu Zorba. A performance de Líla Kédrova como atriz coadjuvante foi uma das três categorias vencedoras do Oscar dentre sete indicações.

A Broadway não ficou de fora. O musical Zorba ganhou duas premiadas versões. A de 1968 arrebatou oito estatuetas do Tony Award (o prêmio mais importante dos musicais nos Estados Unidos). Já a segunda, de 1983, surpreendeu ao trazer no elenco a dupla Quinn e Líla para reviverem no palco as personagens que consagraram no cinema.

Por que Zorba desperta tanto interesse? Para começar, tem como cenário a fascinante Ilha de Creta, onde seu autor nasceu. A história da amizade entre dois homens (o grego e o estrangeiro) é tida como uma profunda reflexão sobre diferentes modos de encarar as belezas e as angústias da vida. Além disso, as tradições da cultura grega exercem forte influência nas aventuras e desventuras dos dois amigos.

Desafio operístico
Com esta trajetória de tanto sucesso, Massine teve que ir além. Ao conceber a peça para o festival do icônico teatro Arena de Verona, na Itália, convidou o compositor Mikis Theodorakis para remodelar a belíssima trilha usada no filme. E, para o papel de Zorba, escalou o bailarino fenômeno Vladimir Vasiliev. Assim, a produção reúne técnicas de dança clássica, moderna e tradicional grega. Tornou-se um balé muito teatral e musical. Considerado até uma ópera.

Com o intuito de extrair a essência do “ensaio filosófico” de Kazantzákis, o coreógrafo também fez uma versão bem peculiar em que o estrangeiro é John, que chega à Grécia para mergulhar na cultura grega. Apaixona-se pela jovem Marina e é hostilizado pelo povo local. É Zorba, um homem livre – que não se prende nem ao amor de Madame Hortense. Assim, o grego mostra que a dança é um momento de experimentar a liberdade e o prazer dionisíaco.

Fundado em 1959, o Ballet de Santiago é corpo artístico do Teatro Municipal da capital chilena. Desde 2004, tem a mundialmente renomada brasileira Marcia Haydée como sua diretora artística. No elenco, destaque para o aclamado bailarino no papel principal Rodrigo Guzman e as nossas conterrâneas Andreza Randisek e Michelle Bittencourt.


Zorba, O Greco
Ballet de Santiago

São Paulo
15 a 17 de julho
Sexta, 21h30; sábado, 16h e 20h; domingo, 20h
Teatro Alfa
R$ 50 a R$ 280

Belo Horizonte
19 de julho
Terça, 20h
Palácio das Artes
R$ 50 a R$ 200

Rio de Janeiro
22 a 24 de julho
Sexta, 20h; sábado, 16h e 20h; domingo, 16h
Theatro Municipal do Rio de Janeiro
R$ 40 a R$ 280

Curitiba
27 de julho
Quarta, 21h
Teatro Guaíra
R$ 50 a R$ 200

Porto Alegre
29 julho
Sexta, 21h
Oi Araújo Vianna
R$ 50 a R$ 180

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