1º Pan-cinema Experimental – Festival Internacional de Cinema Experimental de Curitiba

28/06 a 05/07

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  • Grátis

O 1º Pan-cinema Experimental – Festival Internacional de Cinema Experimental de Curitiba surge como uma nova janela que traz ao público o que há de melhor dentro da produção experimental cinematográfica contemporânea ao redor do mundo. O festival ocorreu fisicamente na sala Paulo Emílio do CCSP no dia 18 de junho com uma sessão especial do cineasta Ashish Avikunthak, e de 22 a 26 de junho, na Sala Groff da Cinemateca de Curitiba. O festival conta com sessões online de algumas das mostras brasileiras e internacionais, que estarão disponíveis na plataforma de streaming do CCSPLAY. 

Convocatórias 1 a 5 

O 1º Pan-cinema Experimental – Festival Internacional de Cinema Experimental de Curitiba surge como uma nova janela que traz ao público o que há de melhor dentro da produção experimental cinematográfica contemporânea ao redor do mundo. Com mais de 4000 filmes inscritos só nesta primeira edição, o festival dividiu os filmes inscritos em sessões chamadas de Convocatória. São cinco sessões distintas com realizações audiovisuais de todo mundo.

Brasil 2012-2022: dever de memória

Este programa composto por oito filmes realizados entre 2013 e 2020 propõem uma reflexão sobre a política brasileira, dando visibilidade a acontecimentos decisivos em relação às vidas (e as mortes) nesse contexto. Especulação imobiliária, dissensos e contradições sociais, necropolítica, herança colonial, são alguns dos temas abordados pelos diferentes trabalhos que integram a sessão. Em seu conjunto, “Brasil 2012-2022: dever de memória” propõe uma arqueologia crítica dessa década candente, ecoando um célebre pensamento de Walter Benjamin: “O dom de despertar no passado as centelhas da esperança é privilégio exclusivo do historiador convencido de que também os mortos não estarão em segurança se o inimigo vencer. E o autor conclui: “e esse inimigo não tem cessado de vencer”. Os oito filmes selecionados foram feitos por meio de estratégias formais e poéticas distintas, explicitando a diversidade do cinema experimental brasileiro contemporâneo.

Antropoceno ou como eliminar o rastro humano do planeta

Antropoceno ou como eliminar o rastro humano do planeta foi uma chamada de trabalhos de cinema experimental que se voltavam para este mesmo sentimento de mundo em que buscamos pensar numa ética e numa política voltadas para os desafios de hoje: mudanças climáticas, cuidados multiespécies, militância anticapitalista, desafios que passam pelo questionamento das práticas artísticas através de gestos que contenham poder de transformação. O que seria uma estética diferente para pensar as relações e apagamentos do humano e seu poder destruidor sobre a natureza? Pensar imagens libertas do caráter representativo; pensá-las, antes, como potências imagéticas e sonoras que rompem com o Antropocentrismo a medida que afirmam uma micropolítica da percepção? Uma poética da imanência? Buscamos criar uma curadoria de filmes em que  uma abertura sensível à possibilidade de fazer da imagem o lugar onde novos modos de existência pudessem emergir. Desejamos criar uma abertura sensível a um cinema experimental que subverta a ordem da destruição.

Fonte: Centro Cultural

Créditos de todas as imagens: Centro Cultural

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