Mostra: Neorrealismo italiano, o cinema que nunca terminou

19 a 31/05 

  • Na Sala Lima Barreto 
  • Classificação Indicativa: 14 anos
  • Grátis
  • Os ingressos estarão disponíveis na bilheteria uma hora antes da apresentação. Para retirá-los, será necessário apresentar o comprovante de vacinação da Covid-19 (físico ou digital), com no mínimo duas doses. 

O neorrealismo italiano foi representado por um grupo de jovens cineastas que ofereceram ao mundo um tipo muito diferente de cinema, que até então ninguém tinha visto. Foram muitas as inovações, entre elas, o uso de locações reais, a luz natural, atores não profissionais, mudanças consideráveis na estrutura dramática, com histórias cheias de digressões e conclusões ambíguas, que depois se tornaram elementos intrínsecos do cinema moderno, de tal forma que até hoje é difícil imaginarmos como estes filmes foram tão revolucionários na época. 

Um dos principais elementos desse cinema era o compromisso com a realidade. Por isso que o neorrealismo italiano, o cinema mais político que o mundo já produziu, talvez seja o mais apropriado para o mundo pós-pandêmico, capaz de despertar a compaixão e a consciência de que o mundo, tal como está, não é capaz de proteger os interesses do homem enquanto sociedade. 

Este ciclo se dividirá em duas partes. A primeira reúne filmes clássicos do movimento italiano, e a segunda parte conta diretores mais contemporâneos, que herdaram não apenas a estética neorrealista, mas também levaram adiante a discussão nacional sobre o futuro de seu país e sobre como um passado de opressão deveria ser relembrado como memória de revolução. Diretores como Ermanno Olmi, Paolo e Vittorio Taviani, Vittorio De Seta, Francesco Rosi, e Pier Paolo Pasolini são exemplos de diretores do pós-guerra considerados trovadores da herança neorrealista.

PROGRAMAÇÃO

19/05

16h30 O BANDIDO GIULIANO

19h00 ROCCO E SEUS IRMÃOS

20/05

15h00 AS AMIGAS + GENTE DO PÓ

18h00 ROMA CIDADE ABERTA

20h00 LADRÕES DE BICICLETA

21/05

16h00 MILAGRE EM MILÃO

18h00 UMBERTO D

20h00 ACCATTONE – DESAJUSTE SOCIAL

22/05

15h00 ARROZ AMARGO

18h00 O EMPREGO

20h00 EM NOME DA LEI

24/05

16h30 O EMPREGO

18h00 UMBERTO D

20h00 A ROMANA

25/05

17h00 ARROZ AMARGO

19h00 ROCCO E SEUS IRMÃOS

26/05

16h00 A ROMANA

18h00 ROMA CIDADE ABERTA

20h00 O BANDIDO GIULIANO

27/05

15h30 MILAGRE EM MILÃO

17h30 AS AMIGAS + GENTE DO PÓ

20h00 ACCATTONE – DESAJUSTE SOCIAL

31/05

16h00 EM NOME DA LEI

18h00 ROMA CIDADE ABERTA

20h00 LADRÕES DE BICICLETA

SINOPSES

ROMA CIDADE ABERTA, de Roberto Rossellini

Com Marcello Pagliero, Aldo Fabrizi, Anna Magnani.

Roma, Città Aperta, Itália, 1945, 100 min, DCP, 14 anos.

Entre 1943 e 1944, Roma, sob a ocupação nazista, é declarada uma “cidade aberta”, para evitar bombardeios aéreos. Nas ruas, comunistas e católicos deixam suas diferenças de lado para combater os alemães e as tropas fascistas. Porque assistir: Filmado logo após a libertação da Itália, em locações reais e com atores amadores, este filme tornou-se o marco inicial do neo-realismo italiano, que mostrou ao mundo que era possível se fazer cinema mesmo sob as mais precárias condições.

GENTE DO PÓ, de Michelangelo Antonioni

Gente del Po, Itália, 1947, 12 min, DCP, 14 anos.

Primeiro documentário de Michelangelo Antonioni, onde ele revela seu estilo consistente retratando a paisagem interior do homem em sua relação com a paisagem que o circunda. Em Gente do Pó, o cineasta documentou a vida dos barqueiros e dos ribeirinhos do vale do rio Pó.

AS AMIGAS, de Michelangelo Antonioni

Le Amiche, Itália, 1955, 104 min, DCP, 14 anos.

Com Eleonora Rossi Drago, Gabriele Ferzetti, Franco Fabrizi.

Clelia deixa Roma para abrir um novo salão em sua terra natal. Em sua primeira noite, a mulher da porta ao lado toma uma overdose de pílulas. Clélia envolve-se com a intenção de ajudar, assim tornando-se amiga. As Amigas, ao lado de Os Vencidos, marcam os impulsos neorrealistas de Antonioni, que depois vão se dissipar em uma estética mais subjetiva, perceptível em seus filmes mais clássicos.

ROCCO E SEUS IRMÃOS, de Luchino Visconti

Rocco e i suoi fratelli, Itália, 1960, 177 min, DCP, 14 anos.

Com Alain Delon, Annie Girardot, Renato Salvatori.

A viúva Rosaria se muda de Milão para Lucania com seus quatro filhos. Vincenzo, o quinto filho, já vivia em Milão. A família enfrenta vários problemas de início, mas seus integrantes sempre buscam algo com o que se ocupar. Simone é boxeador, Rocco trabalha como faxineiro e Ciro apenas estuda. É quando surge Nadia, uma prostituta que em um caso com Simone e também com Rocco, quando ele deixa o serviço militar. A disputa pela mesma mulher faz com que os irmãos entrem em conflito.

A ROMANA, de Luigi Zampa

La romana, Itália, 1954, 108 min, DCP, 14 anos.

Com Gina Lollobrigida, Daniel Gélin, Franco Fabrizi.

Durante a era fascista na Itália, Adriana, uma jovem muito bonita, simples e bem intencionada, torna-se uma prostituta depois de um caso de amor que deu errado. É a história de uma boa alma que se deixa corromper, primeiramente por sua gananciosa mãe, por Gino, seu primeiro amor que a engana, e por pessoas que só querem usá-la. Um dia Adriana conhece Mino, um jovem antifascista que se apaixona por ela e quer redimi-la. Mas ele tem tendência para o suicídio.

LADRÕES DE BICICLETA, de Vittorio De Sica

Ladri di biciclette, Itália, 1948, 92 min, DCP, 14 anos.

Com Lamberto Maggiorani, Enzo Staiola, Lianella Carell.

Em Roma um trabalhador de origem humilde, Antonio Ricci, luta para sustentar a família. Precisando de uma bicicleta para começar em um novo emprego, Ricci penhora as roupas de cama da casa. Para desespero da família, a bicicleta é roubada e Antonio sai junto com o filho Bruno para procurá-la pela cidade.

O BANDIDO GIULIANO, de Francesco Rosi

Salvatore Giuliano, Itália, 1962, 118 min, DCP, 14 anos.

Com Frank Wolff, Salvo Randone, Pietro Cammarata.

Em 1950, Salvatore Giuliano, quem era procurado pelas autoridades, é encontrado morto na Sicília. Nos anos 1940, Giuliano se envolveu com políticos separatistas e estava sendo procurado por isso. Ele mandou atear fogo em uma reunião política pacífica e não se sabe o motivo. Depois da Sicília se auto declarar independente, ele é julgado, mesmo depois de morto.

ARROZ AMARGO, de Giuseppe de Santis

Riso Amaro. Itália, 1949, 108 min, DCP, 14 anos.

Com Silvana Mangano, Vittorio Gassman, Doris Dowling, Raf Vallone.

A estação ferroviária de Turim recebe um grande afluxo de pessoas, na maioria mulheres. São as lavradoras sazonais de arroz (Mondina), que durante quarenta dias vão trabalhar na colheita do cereal em condições precárias, com as pernas de fora, tendo que ficar curvadas e com a água até os joelhos. Uma delas, a ingenua e sensual camponesa Silvana, se envolve com um vigarista, Walter, que está fugindo da polícia junto com Francesca, sua cúmplice.

O EMPREGO, de Ermanno Olmi

Il Posto, Itália, 1961, 93 min, DCP, 14 anos.

Com Loredana Detto, Sandro Panzeri, Tullio Kezich.

Domenico é um jovem, recém-formado, que pretende conseguir um trabalho no setor administrativo de uma grande empresa. Antonieta é uma jovem que pretende entrar no ramo administrativo assim como Domenico. Após um longo processo seletivo, invasivo, eles conseguem dois cargos dentro da empresa. No entanto, o jovem consegue um cargo longe do que ele esperava, trabalhando como mensageiro.

ACCATTONE – DESAJUSTE SOCIAL, de Pier Paolo Pasolini

Accattone, Itália, 1961, 115 min, DCP, 14 anos.

Com Franco Citti, Silvana Corsini, Franca Pasut.

Vittorio Caraldi ou, para quem o conhece, “Acattone”, que significa “mendigo” em italiano, é um italiano que vive as custas da prostituição de Maddalena. Ele é casado com Ascenza com quem tem um filho, mas não mantém muito contato com eles. Quando Maddalena, sua fonte de renda, fica ferida por ser atropelada por uma moto e por ser espancada por inimigos de Vittorio, além de ser presa, ele é obrigado a procurar emprego. E seguida, ele conhece Stella, uma jovem por quem se apaixona.

UMBERTO D, de Vittorio De Sica

Itália, 1952, 89 min, DCP, 14 anos.

Com Carlo Battisti, Maria-Pia Casilio, Lina Gennari.

Anos 50, Roma. Umberto Domenico Ferrari , funcionário público aposentado, vive de aluguel num pequeno quarto junto com seu fiel companheiro Flik, um cachorro. Eventualmente ele conversa com Maria, jovem criada do prédio, grávida e solteira. Em dificuldades por conta de sua pequena pensão, Umberto recebe um ultimato da dona do quarto: ou paga o que deve ou será despejado.

EM NOME DA LEI, de Pietro Germi

In nome della legge, Itália, 1949, 100 min, DCP.

Um jovem e honesto juiz recém formado é nomeado para uma vila siciliana controlada por líderes corruptos e pela máfia. 

MILAGRE EM MILÃO, de Vittorio De Sica

Miracolo a Milano, Itália, 1951, 97 min, DCP, 14 anos.

Com Emma Gramatica, Francesco Golisano, Paolo Stoppa.

Totó é um menino órfão que mora em um bairro miserável de casebres nos arredores de Milão. Quando é descoberto petróleo no terreno em que está o seu barraco, Totó, apesar da sua pouca inteligência, enfrenta o Senhor Mobbi, rico e poderoso. Apesar deste filme apresentar elementos fantásticos, é considerado, ao lado de Umberto D. e O Ladrão de Bicicletas, como as três obras chaves do neorealismo italiano, dirigidas por Vittorio de Sica. Uma fábula sobre os habitantes de um bairro pobre de Milão e seus enfrentamentos com as autoridades. O cinema cômico de Chaplin e a comédia francesa de René Clair combinam-se com o neo-realismo italiano, para lograr um filme comovente, fortemente crítico a nossa sociedade atual. Uma jóia rara entre os clássicos italianos. Festival de Cannes – Grande Prêmio do Festival – Melhor Filme.

 

 

 

A programação acontecerá de acordo com os protocolos de segurança estabelecidos pelas autoridades sanitárias em prevenção à propagação do vírus da Covid-19, sendo obrigatório a apresentação do comprovante de vacinação (físico ou digital) com no mínimo duas doses.

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É obrigatório comprovante de vacinação.

O álcool gel estará disponível no local.

Fonte: Centro Cultural

Créditos de todas as imagens: Centro Cultural

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